quarta-feira, 21 de setembro de 2016

DIY - Faça você mesma: Varinha de condão

Estou fazendo testes para o aniversário da Alice e resolvi fazer essa varinha.


Como fazer:
1) encape um palito de churrasco com fita adesiva (pode colar fita de cetim tb). Corte a ponta do palito.

2) corte estrelas no papel EVA (esse com brilhos fica lindo). Escolhi um molde da Internet, risquei na parte lisa do EVA e depois cortei.

3) Colar o palito na estrela com cola quente.

4) Colar outra estrela para esconder a parte sem brilho.


É fácil, mas fiz com Alice e Rebeca em cima de mim 😅 então dá pra melhorar colocando umas fitas pra ela ficar mais enfeitada.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Por que fazer com o seu filho o que você não gostaria que fizessem com você?

Li esse texto do paizinho vírgula (http://paizinhovirgula.com/a-grande-sacada-da-disciplina-positiva/) e achei que esse parágrafo resume muito bem o que penso sobre a criação das minhas filhas:

"Mas qual é a grande sacada da Disciplina Positiva? O que faz dela uma maneira tão diferente de educar filhos? Eu pretendo abordar o que é o ponto fundamental de toda a Disciplina Positiva, que algumas pessoas chamam de regra de ouro da Disciplina Positiva: Faça com os seus filhos o que você gostaria que fizessem com você."

Essa é uma regra que tento seguir (nem sempre consigo, não sou perfeita também) na minha vida de mãe.

Porque bater numa criança, se eu não gostaria que batessem em mim?

Se minha filha está irritada, chateada com alguma coisa e começa a fazer "birra", porque devo bater nela, para que ela se cale? Esse é o caminho certo ou o mais "fácil" para calar a boca dela??

Se ela está chorando, deve haver uma razão. Ela tem apenas 3 anos e ainda não sabe lidar muito bem com seus sentimentos e frustrações. Assim, muitas vezes recorre ao choro para extravasar suas emoções.

Se eu, como mãe, não consigo entender o motivo do choro para poder ajudá-la, o melhor é bater ou colocar de castigo? Penso que não.

Imagem do blog Psi Mama 

Acho que meu papel de mãe é parar, olhar para ela com atenção e ver o que está acontecendo no íntimo do seu ser, para perceber no que posso ajudar.

Penso o mesmo sobre o desmame.
Quando engravidei pela segunda vez, um médico, algumas avós e amigas ficaram pasmas ao saber que a minha filha "mais velha" (no auge dos seus 1 ano e 5 meses) ainda mamava (!) e me perguntaram quando eu iria fazer o desmame.

O obstetra disse para eu passar pasta de boldo nos seios, para que ela pudesse sentir o gosto amargo e assim desmamar. Outras muitas receitas me foram ensinadas (sem que eu pedisse a opinião de ninguém), assim como deixar a bebê chorando, porque "o choro duraria de 3 dias a no máximo 1 semana e ela não iria morrer por ficar chorando por falta de peito".

Ao ouvir aquelas frases, eu ficava cada vez mais perplexa com a falta de humanidade das pessoas e pensava: como deixar a minha filha chorando por 3 dias poderia fazer bem??

Eu nunca gostei de chorar sozinha sem receber o acalento de uma pessoa amada, porque haveria de fazer isso com a minha filha de apenas 1 ano e 5 meses de idade?

(Sobre a amamentação na gestação, me informei e encontrei um obstetra que me orientou a continuar com a amamentação: se o bebê cresce bem no ventre da mãe e a gestante não sente cólicas de contração, tudo bem o filho mais velho mamar, já que a gestação está correndo saudavelmente).

A Nanda do blog Psi Mama enviou essa imagem para um grupo no qual participo 

Imagem do blog Psi Mama 

 Ela me lembrou outro pitaco que já recebi de algumas pessoas sobre o desfralde: "deixe a sua filha só de calcinha para que ela faça xixi na calça e sinta o incômodo. Assim, da próxima vez, se lembrará de pedir para ir ao banheiro".

Nessa altura, Rebeca tinha recém completado 2 anos de idade.

Na hora eu pensei: eu por acaso gostaria de fazer xixi na calça e sentir minhas pernas molhadas para aprender a deixar de usar fraldas??

Não, né!? Então porque fazer isso com minha filha de apenas 2 anos?

A regra de ouro da Disciplina Positiva: "Faça com os seus filhos o que você gostaria que fizessem com você" se aplica a tudo com relação a criação dos nossos filhos!!

Outra situação muito recorrente: seu bebê é recém nascido e chora por colo.

Isso porque ele passou os únicos 9 meses de sua vida aconchegado dentre do ventre materno, quentinho e acolhedor. Passou pelo processo surpreendente e intenso do nascimento e agora se vê num mundo muito claro aos seus olhos sensíveis, muito barulhento aos seus ouvidos recém formados e muito frio à sua pele macia.

Nesse momento, os pais (exaustos, porque cuidar de recém nascido dá trabalho) são bombardeados com os mais variados pitacos como: "não dê muito colo, seu bebê vai viciar e não vai querem mais sair dele" ou "deixe seu bebê o máximo de tempo possível no berço para que ele aprenda a dormir sozinho, mesmo que para isso ele durma chorando por uma semana".

Como assim? Onde está a sensibilidade das pessoas?? Se perdeu por completo?

Quem não se lembra da maravilhosa sensação de dormir aconchegado com sua mãe ou seu pai, ou de ser levado no colo depois de uma tarde cansativa de brincadeiras??

Imagina para um recém nascido, recém chegado a esse novo mundo, sem entender os acontecimentos à sua volta, ficar sozinho sem a segurança do colo de sua mãe (ou qualquer outro ente querido)?

O colo, o carinho e o aconchego nunca fizeram mal a ninguém. A falta de amor sim, deixou as pessoas vazias, sem esperança, sem alegria de viver.

Não vejo sentido em fazer com minhas filhas o que eu não gostaria que fizessem comigo.

Num momento em que todos pedem mais empatia, estamos esquecendo de ter empatia com as nossas crianças também, que são seres "novatos" nesse mundo, que contam com a gente para aprender a serem boas pessoas.

Cabe a nós, adultos, sermos mais sensatos e resgatarmos a sensibilidade esquecida na infância para tornarmos o mundo melhor e mais humano.

OBS: Não estou falando de se tolerar falta de educação ou de mimar nossos filhos, mas sim de dar amor na hora do afeto. Dar limites é uma coisa. Deixar de dar amor é outra coisa totalmente diferente.

Por Mileide Campanha.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Oficina Brincante de Pintura (Blog Maternar e Brincar)

A Gabi do blog Maternar e Brincar promove oficinas brincantes muito divertidas para as crianças e hoje eu vim dividir um pouco da história dela com vocês, além de mostrar um pouco da oficina de pintura que a Rebeca participou recentemente...



Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar




Mãe de Artur e Lis. Blogueira do Maternar e Brincar. Especialista em Arte Educação. Pesquisadora da infância e do brincar. Produtora de eventos materno-infantil. “mãetessori”. Consultora do Método Montessori no Lar - Mãe que ama, que se dedica a maternidade ativa, presente e consciente e que sonha em educar e
 brincar com um monte de filhos." 
(Retirado do Blog Maternar e Brincar)

No blog da Gabi, a gente pode acompanhar as oficinas oferecidas em Porto Velho/RO, além de pegar dicas de brincadeiras sensoriais muito criativas:


Pintura com vassoura
Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

Mas o que são brincadeiras sensoriais?

São brincadeiras utilizadas para ajudar a criança a explorar a si mesmo e o mundo ao seu redor através dos seus sentidos. Elas permitem que a criança explore o mundo através da visão, audição, tato, olfato e paladar.

Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

As brincadeiras sensoriais também ajudam a desenvolver a motricidade fina (movimentos precisos das mãos e dos dedos), a criatividade da criança e o seu desenvolvimento emocional. 

Leia mais sobre brincadeiras sensoriais aqui:


Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

No site Parto em Rondônia podemos encontrar mais sobre a Gabi e as suas ideias fantásticas sobre maternidade ativa:


Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

A Rebeca adorou participar da oficina de pintura. Pintou, se sujou, brincou muito e se divertiu pra valer!!


Rebeca com a tia Iza e com o Valentim 
Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

Vale a pena visitar o blog dela e participar das oficinas. Neles vocês vão encontrar dicas de brincadeiras que estimulam os sentidos das crianças, proporcionando novas sensações e aprendizados que ficam guardados na memória e no coração delas!!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Volta ao trabalho e amamentação

Sou mãe de duas e minha licença maternidade dura 6 meses. Sempre amamentei em livre demanda, então no retorno ao trabalho após ter a minha primeira filha (Rebeca) sofri muito e me preocupei com relação ao sucesso da continuidade da amamentação.

O retorno foi doloroso, passei mais de 1 mês para aceitar que teria que trabalhar durante 7 horas corridas e ficar longe dela durante a semana.

Já no retorno ao trabalho após ter a minha segunda filha (Alice), não sofri por antecipação, não chorei, não me preocupei. Isso porque já conhecia o caminho a ser percorrido. Percebi que o sofrimento é, de certa forma, opcional.

O que me ajudou muito foi deixar minhas filhas com uma pessoa de confiança. Primeiro foi minha mãe, depois uma secretária do lar muito querida que acompanha minha família desde que tenho 10 anos de idade.

No meu ponto de vista, o segredo é acostumar o bebê com a companhia do seu novo cuidador (pessoa que ficará com ele enquanto a mãe trabalhar) alguns meses antes do retorno ao trabalho. Fiquei mais segura ao deixá-las com alguém que lhes deu muito carinho e atenção na minha ausência.

A transição não pode ser brusca, o bebê tem que ser preparado com antecedência para não sofrer tanto com a ausência da mãe.

Sob a orientação do pediatra delas, uns 15 dias antes de voltar ao trabalho já comecei a introdução de frutas, como pêra, banana, mamão, maça, todas raspadas e em pequenas quantidades para se acostumarem com outros alimentos que não o leite materno. As frutas e o meu leite materno extraído eram oferecidos ao bebê pelo novo cuidador e sem a minha presença, para que ele se acostumasse com esse novo hábito. Com o passar do tempo houve a introdução das papinhas salgadas, sob orientação médica.

A rede de apoio é composta por todas as pessoas que podem ficar com o bebê na ausência da mãe: pai da criança, avós, tios, padrinhos, amigos, babá, etc. Essa rede de apoio sempre foi muito importante pra mim e para as minhas filhas.

As mães que amamentam tem que preparar as pessoas que estão ao seu redor para que entendam os conceitos da amamentação e a apóiem nesse processo. Amamentar trabalhando fora não é fácil, porém é possível.

A família deve entender que o uso de bicos artificiais (mamadeira e chupeta) podem atrapalhar a amamentação, causar confusão de bicos e o desmame. Assim, o ideal é que o bebê não tome leite em mamadeiras, mas num copo, por exemplo. No começo é estranho e trabalhoso, mas com o tempo todos se acostumam.

Minhas filhas mamam em livre demanda sempre que estão comigo. Alice, aos seis meses, mama de manhã antes de eu sair pra trabalhar e na minha ausência come de 2 em 2h no mínimo, já que seu estômago é pequeno e ela come em pequenas quantidades.

Assim que eu volto do trabalho (com as mamas cheias de leite) Alice mama e assim fica em livre demanda pelo resto da noite e de madrugada. Aos finais de semana ela faz as refeições normais e mama em livre demanda também.

É importante salientar que a livre demanda e a amamentação noturna ajudam a manter e aumentar a produção de leite materno, já que no meu caso, durante o dia há pouco estímulo para produção. E sem estímulo (sem que o bebê sugue a mama), o leite materno diminuiu e seca com o tempo.

Faço cama compartilhada com minhas filhas desde que elas tem 6 meses, ou seja, elas dormem comigo para que consigam mamar em livre demanda de madrugada sem que eu me canse muito, já que não tenho que levantar para atendê-las.

Alice com 7 meses

"As mamadas noturnas são muito importantes para "informar às mamas" quanto de leite será necessário produzir para atender a demanda daquele bebê para o dia seguinte.
Quando uma mãe não amamenta durante a noite, ela arrisca ter sua produção de leite diminuída até o ponto de não poder continuar amamentando. Se uma mulher não estiver produzindo leite suficiente e não estiver amamentando a noite, ela pode fazer cama compartilhada com seu filho e amamentá-lo na espera de aumentar sua produção.
A Prolactina, o hormônio responsável por ajudar as células alveolares no seio para fazer leite, é liberada pela glândula pituitária durante a apojadura. Pesquisas mostraram que o nível de prolactina no leite materno é maior durante o período de maior produção de leite e que os maiores níveis de prolactina ocorrem no meio da noite. Em oposição, os níveis de prolactina são menores quando o seio está ingurgitado, isto significa que os que mamam em livre demanda mamarão na freqüência correta assegurando adequada produção de leite para sua própria necessidade de crescimento." (Referências: "The Breastfeeding Answer Book", La Leche League, 2003).

Eu não tenho leite em excesso, então a quantidade que Alice mama não atrapalha as suas refeições. Ela come normalmente, em pequenas quantidades, mas come bem. Alice geralmente mama ao acordar de manhã (6h), depois de comer e antes de dormir (sonecas do dia e a noite). Rebeca (que ainda mama!) mama ao acordar de manhã cedo (6h) e antes de dormir a noite.

O ideal seria a mãe extrair o leite materno e guardar para que o cuidador ofereça para o bebê na sua ausência, para que não sinta falta do leite materno. O melhor é que esse leite seja oferecido no copinho.

Copinho do bebê:

Eu já ofereci leite no copinho de pinga e deu certo. Ele deve estar devidamente esterilizado (eu comprei um só para isso, que nunca foi usado com bebida alcoólica).

Também tenho um copo de silicone muito bom para esse fim.

No trabalho a mãe pode extrair o leite materno que se acumula na mama com a finalidade de manter a produção (caso não haja tal retirada, a produção de leite materno irá diminuir com o tempo, no meu caso ocorreu em 3 semanas) e descartar, ou guardar para que o filho tome na sua ausência.

A extração pode ser manual (mais indicada) ou com o uso de bombas (há de se ter cuidado porque o uso de bombas pode machucar o seio e danificar os dutos mamários). Eu geralmente uso bomba (mais informações aqui -> http://mimamae.blogspot.com.br/2014/03/meu-extrator-de-leite.html).

A extração manual é ensinada gratuitamente nos bancos de leite. Algumas dicas você pode encontrar aqui: https://pediatriadescomplicada.com/2015/03/10/como-retirar-o-leite-materno/ e aqui:  http://brasil.babycenter.com/a1500004/como-tirar-o-leite-materno).

O leite extraído deve ser armazenado num recipiente próprio vendido para esse fim ou em recipientes de vidro com tampas de plástico, como os de nescafé (que devem ser lavados e esterilizados corretamente):

Copo da Avent, todo em plástico

Frascos de Nescafé

Eu uso os dois tipos de frasco. Para usar os frascos de nescafé, deve-se retirar o lacre interno da tampa, lavar bem e esterilizar em água fervente por 15 minutos.

Existem prazos e modos corretos para o armazenamento do leite materno que vocês encontram aqui: http://mimamae.blogspot.com.br/2014/03/como-armazenar-o-leite-materno.html.

A volta ao trabalho pode parecer uma grande ameaça à amamentação, mas se a mãe tiver força de vontade para continuar amamentando, uma boa rede de apoio (pessoas que apóiem a amamentação e que fiquem com o bebê enquanto ela trabalha) e paciência, com o tempo as coisas se ajeitam e a amamentação pode continuar sem problemas.

terça-feira, 29 de março de 2016

Minhas impressões com a chegada da segunda filha:

Rebeca com 2 anos e 7 meses e Alice com 5 meses

Meu segundo parto foi mais rápido, as contrações menos doloridas. O pós parto menos desconfortável, me recuperei mais rápido. 

A visão que eu tinha da minha primeira filha mudou: com a chegada da irmã, ela parecia bem mais velha, parecia que tinha crescido tanto naqueles últimos dias!!! lhe foi cobrada certa maturidade para entender os novos acontecimentos... maturidade esta que muitas vezes ela não tinha, no alge dos seus 2 anos e 3 meses de vida...

Minha relação com a mais velha também mudou, agora eu tinha que dividir minha atenção entre as duas, mas não meu amor: esse foi multiplicado quando a filha mais nova chegou. 

Em pensar que quando estava grávida cheguei a duvidar se amaria a nova filha assim como amava a primeira!! Uma insegurança sem sentido, já que o amor é exatamente igual, assim como afirmava a minha mãe (sobre eu e minha irmã) e eu insistia em duvidar!!!

No início foi uma loucura: precisei de muita ajuda (ainda hoje preciso), alguém tinha que ficar com a filha mais velha pra eu cuidar da mais nova e de mim mesma, me recuperar do pós parto. Eu aparecia apenas para brincar com a Rebeca, alguns minutos antes da Alice chorar novamente. 

Eu tinha muito medo de ficar sozinha em casa com as duas, porque quando elas choravam ao mesmo tempo, era o verdadeiro caos. 

Não é fácil, no início a mais velha teve muito ciúme, jogou a escova de dentes no umbigo da irmã, que tinha apenas 7 dias!! 😱
Queria ver a irmã e ficar junto, mas ao mesmo tempo queria bater... fiquei muito nervosa porque não conseguia cuidar das 2 sozinha, tive que aprender a delegar. 

Fiquei triste pq não conseguia mais sentar para brincar com a Rebeca como eu fazia antes, não conseguia dar a mesma atenção pra ela. Mas com o apoio da família e dos amigos que vinham brincar com ela ou levar pra passear e da minha anja do lar, as coisas foram se encaixando.

A noite é mais turbulenta, já tive desespero da noite chegar, porque quando a mais nova finalmente dormia, a mais velha vinha acordá-la. De madrugada tiro a mais nova do quarto apressadamente antes que seu choro acorde a mais velha...

Já as manhãs são bonitas, eu morrendo de sono e elas sorrindo e brincando juntas, cheias de energia.

O tempo foi passando e eu fui aprendendo a dividir minha atenção, meu tempo e meus cuidados entre elas. 

Uma foi conhecendo a outra e elas adoram ficar juntas, mesmo com a diferença de 2 anos de idade. Alice é apaixonada pela irmã e vice e versa. E eu apaixonada pela maternidade, que é ao mesmo tempo louca e perfeita.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Produtos naturais Pura Chuva

Esse ano conheci alguns produtos da marca Pura Chuva e decidi compartilhar com vocês já que são produtos naturais que gostei muito, por serem suaves e porque eu senti os resultados imediatos após o uso nas minhas filhas:


Uma das minhas filhas pegou um resfriado que a deixou com o nariz entupido e bastante irritada para dormir, já que não conseguia respirar direito. Apliquei essa pomada no seu peito, costas e pés (coloquei uma meia depois) e percebi uma melhora significativa na respiração dela.

Além de usar essa pomada, lavo seu nariz com soro (consulte o pediatra para saber qual usar), aspirei a secreção com o nosefrida (falei dele aqui -> http://mimamae.blogspot.com/2014/10/produtos-importados-para-bebe.html), produtos que tem me ajudado bastante nesses dias de resfriado.

Informações do site:

"O eucalipto é uma planta medicinal utilizada no combate de doenças respiratórias devido as suas propriedades expectorantes. É usado principalmente no tratamento de gripes e constipações. Indicado em casos de tosse, sinusite, infecções de garganta, pneumonia e infecções pulmonares profundas.

É indicado para crianças a partir de 8 meses, mas os pais precisam ficar atentos ao usar um expectorante em crianças menores de 2 anos por possuírem dificuldade de expelir o muco.

Em sua formulação contém também o Azeite de Oliva com propriedades condicionantes e o Óleo de Semente de Uva rico em vitamina E que torna a pomada mais suave e eficiente.

Indicações de uso: Gripes e resfriados: aplicar na sola dos pés, no peito, costas e próximo as narinas, principalmente no período da noite após um banho quente. Pode ser aplicado 2x ao dia, pois o seu efeito no organismo é prolongado.
Febres: aplicar como massagem vigorosa pelo corpo todo nos primeiros sintomas.
Picadas de insetos: aplicar de 3 a 4x ao dia no local.
Dores musculares: aplicar como massagem vigorosa nas áreas mais dolorosas de 3 a 4x ao dia.
Lembre-se de respeitar a idade recomendada para o seu uso que é a partir de 8 meses."


Uso esse óleo para fazer massagem na minha bebê e adoro o poder de hidratação que ele tem. 

Tem o cheiro super suave e a pele absolve o produto com facilidade. 

O rendimento é alto: um pouco de produto consegue ser espalhado facilmente por uma grande área de pele. 



Uma das minhas filhas foi picada por mosquitos no sítio e essa pomada aliviou muito a coceira nos locais afetados. 


São óleos essenciais de lavanda, citronela e camomila misturados em água destilada, então é um produto bem leve que pode ser borrifado nas roupas dos bebês como também ser aplicado diretamente na pele de bebês com mais de 8 meses. 

Nessa epidemia do mosquito da dengue, eu uso esse repelente até em mim, principalmente nos meus braços, ombros e pescoço, já que minha filha mais nova tem apenas 3 meses e fica muito no meu colo, então tenho medo de usar repelentes mais fortes nessa região e o produto acabar entrando em contato com ela. Prefiro usar esse repelente natural por ser mais leve e assim fico tranquila caso ela toque na minha pele quando eu estiver usando ele. 

Gostei tanto dos produtos que já selecionei os próximos itens que pretendo adquirir:


A lanolina é indicada para o uso nos seios da lactante para cicatrizar ou prevenir as terríveis rachaduras nos mamilos. 


Protetor solar natural que pode ser utilizado em bebês a partir dos 8 meses, ou seja, antes dos protetores industrializados. 


Observação: Esse não é um post pago de publicidade. São apenas dicas de produtos que eu uso e indico porque gosto. Tampouco os revendo. Os meus eu comprei da Helena (fone: (69) 8114-3124). 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Relato do meu segundo parto - nascimento da Alice - Parte 2

Veja a primeira parte do relato aqui:
http://mimamae.blogspot.com.br/2015/11/relato-do-meu-segundo-parto-nascimento.html

Continuação:

O parto da Alice...

Na noite do dia 17/10/15, às 22h, comecei a sentir uma pressão na região pélvica, junto com uma vontade de ir ao banheiro... minha sogra estava conosco e estávamos preparando algo para jantar.. parei várias vezes para ir ao banheiro e percebi que algo estava acontecendo... Alice estava se preparando para chegar!! A pressão continuou por mais ou menos uma hora. Dava uma vontade de agachar também, mas não estava com contrações, apenas com mini pontadinhas no baixo ventre... era a Alice encaixando...

Avisei o marido que talvez eu entrasse em trabalho de parto em breve, pedi que ele montasse o mini berço (moisés) que era da Rebeca e que a Alice iria herdar e ele prontamente foi montar.. Pedi pra minha irmã vir ficar com a Rebeca, já que ela estava inquieta querendo "ajudar" o pai a montar o berço, mas não podia mexer nas ferramentas e parafusos.. 

Minha irmã chegou com o namorado e eles foram encher minha bola de pilates que estava vazia (algo me dizia que o trabalho de parto começaria na madrugada e eu iria precisar da bola!), além de levar a Rebeca para passear e pegar umas frutas pra eu comer mais tarde...

Jantamos, terminei de arrumar as malas para levar pro hospital e a pressão parou.. meu marido falou que achava que o trabalho de parto não iria começar tão cedo (afinal, eu ainda não havia completado 38 semanas de gestação)... eu também não quis me precipitar e ficar ansiosa, mas algo me dizia que tinha que descansar porque em breve o trabalho de parto começaria... então tomei um banho, fiz a Rebeca dormir e como estava muito cansada das tarefas do dia, conversei com a Alice: -- Filha, deixa a mamãe descansar de madrugada, deixa pra nascer amanhã de dia... (e não é que ela deixou?!)

Assim, fui dormir meia noite do dia 18/10 (estava com 37 semanas e 5 dias de gestação)

Às 2h da manhã comecei a sentir contrações ritmadas, vinham de meia em meia hora eu acho... a dor era pequena.. quando elas vinham eu acordava, mas conseguia dormir entre elas. Sabia que tinha que descansar, estava bem tranquila e relaxada, já que não temia o trabalho de parto... 

Às 4h da manhã eu senti uma contração média e levantei.. eu estava com fome, o marido estava na sala vendo filme e o avisei que o trabalho de parto havia de fato começado.. fizemos um lanche juntos, comemos panetone. Voltei a dormir, mesmo com as contrações, que estavam com um intervalo grande ainda...

Até que às 5h30min da manhã senti uma contração mais forte (média) e não consegui mais ficar deitada... 

Fui para o chuveiro quente, sentei na bola de pilates, deixei a água cair na minha lombar e comecei a cronometrar as contrações... elas estavam vindo de quatro em quatro minutos... quando as dores vinham, eu vocalizava e puxava uma toalha grande que pendurei no box do banheiro (estava sem o meu rebozo)... fiquei uns quarenta minutos no chuveiro e a dor praticamente desapareceu! A água quente é uma anestesia maravilhosa.. Assim, como a dor praticamente sumiu, pensei: vou tomar café da manhã porque acho que ainda demoro a parir...

Início das contrações que cronometrei: 
hora, duração e intervalo entre elas...

Avisei minha mãe e minha irmã, que vieram correndo ficar comigo.. O maridão fez café da manhã pra gente (6h30min da manhã)... eu conseguia comer entre as contrações, sentada na bola, enquanto minha mãe segurava uma bolsa de sementes quente na minha lombar e eu segurava outra bolsa de sementes quente no baixo ventre... isso ajudou muito a aliviar a dor!!

Minha mãe segurando a bolsa de sementes na minha lombar...

 Avisei minha doula pelo whatsapp, mas ela não estava on line.. não quis ligar porque achei que ainda era cedo e não queria atrapalhar, já que ela também tem um bebê pequeno para cuidar... queria ligar mais tarde... 

Rebeca acordou antes do horário esperado... ainda tentei fazê-la dormir no peito, mas não consegui, já que ficar deitada com as contrações era muito incômodo..

Tentando fazer Rebeca dormir durante o trabalho de parto...

Às 7h senti uma contração mais forte... eu estava em cima da bola, me pendurei no pescoço da pobre da minha irmã, quase quebrei a coluna dela e então percebi que estávamos entrando na parte final do trabalho de parto e que era hora de ir pro hospital.. mas mesmo assim achei que ainda demoraria umas 3 horas para a Alice nascer... ledo engano... 

Liguei pro meu médico (7h) e ele avisou que iria tomar café da manhã, tomar banho e que iria pro hospital em breve...

Durante uma contração...

Assim, pegamos as malas, minha bola e minha bolsa de sementes morna (itens inseparáveis) e fomos pro hospital (eu, minha mãe e meu marido)..

Minha irmã ficou em casa com a Rebeca.. avisamos pra ela que Alice iria nascer e ela ficou toda feliz, me deu um beijo e falou: -- Mamãe, vai com Deus!! Me emocionei, porque aquele era nosso último momento com ela sendo nossa bebezinha... agradeci mentalmente à Rebeca, já que graças ao parto dela eu não temia meu segundo parto e estava preparada para o que estava acontecendo... 

O caminho para o hospital não foi fácil, já que quando as contrações vinham, era difícil ficar sentada naquele banco duro.. eu queria estar em cima da bola que era mais macia... com o movimento do carro comecei a sentir os puxos e pensei: -- Minha nossa!! vai nascer no carro!!!

Mas deu tempo de chegarmos no hospital (7h45min) e eu já estava sentindo os puxos... meu médico não havia chegado ainda e seu celular estava desligado.. não havia plantonista no atendimento já que era troca de plantão.. comecei a me desesperar e só então liguei pra minha doula, mas ela não atendeu, devia estar dormindo. Avisei para a equipe do atendimento no hospital que minha bebê nasceria em breve, que chamassem logo o plantonista, pois não tinha muito tempo para esperar e ela iria nascer no corredor... 

Às 8h chegou uma médica que estava saindo do plantão e veio somente fazer a minha admissão... entramos no pronto atendimento da obstetrícia, sentei na maca e ela escutou os batimentos cardíacos da Alice, que estavam perfeitos... fez o toque e constatou que a dilatação estava total (10 cm)!!! Eu já esperava, pois estava sentindo os puxos há alguns minutos... então a nova plantonista chegou e a médica que fez o toque avisou que a posição da Alice era +2 (esse vídeo explica bem: https://www.youtube.com/watch?v=ze53Ep-gwBQ - min. 1:40), mas que não era pra me tirar daquela sala pra levar até o quarto porque já que era meu segundo bebê, ela nasceria dentro de poucos minutos...

A nova plantonista ficou comigo, eu pedi a ela que não fizesse episiotomia, ela disse que nem se ela quisesse daria tempo... ufa!!

Uma contração depois, a minha bolsa estourou... minha mãe saiu da sala e meu marido ficou comigo, ao meu lado...

Ainda vieram duas contrações depois disso, eu me apoiei no pescoço do marido para empurrar e a Alice nasceu às 8h15min, cheia de vernix, menor que a irmã, o que fez meu expulsivo praticamente não doer...

No momento do expulsivo eu lembrei das palavras da Klaudia: "parir vicia!" e pensei: vicia mesmo, já quero parir de novo!! Foi tudo tão rápido que deixou um gostinho de quero mais...

Meu médico chegou 15 minutos depois, não conseguiu me acompanhar.. 

Também não consegui acionar minha doula a tempo... terei que deixar pro nascimento do próximo filho o sonho de parir sendo acompanhada por doula... rs

Alice nasceu com 49 cm, 3.500 kg, mas como nasceu na sala de emergência, não deu pra chamar o pediatra e também porque estava com muito vérnix, não deixaram que ela ficasse comigo.. vimos seu rosto rapidinho, vi que ela havia nascido menor que a irmã, dei um beijo nela e ela foi levada para ser avaliada longe de mim, o que foi uma grande pena, porque totalmente desnecessário, já que ela nasceu muito saudável, graças a Deus!

Alice com 7 dias...

Depois fui para o centro cirúrgico (para que a médica pudesse fazer os pontos nas lacerações que tive), onde encontrei Alice novamente, num bercinho aquecido, estava bem quietinha, então me acalmei... A médica fez os pontos, o que incomodou um pouco, mas menos do que no parto da Rebeca... Aplicaram ocitocina em mim.. a médica disse que era pra prevenir hemorragia... não sei até que ponto isso é necessário também, mas comecei a sentir cólicas novamente e isso foi bem ruim... sorte que uma enfermeira muito querida ficou ao meu lado durante todo o procedimento (obrigada Sabrina!!). 

Demorei um pouco para ir pro quarto (por burocracia do hospital) e essa foi a pior parte, já que a Alice estava com fome, sugando as mãozinhas e eu queria dar mamar pra ela, mas não conseguia pegá-la... 

Somente depois de uma hora pós parto é que eu finalmente pude pegar minha Alice nos braços e amamentar, estavam todos no quarto nos esperando ansiosos... Sorte que ela ainda estava bem ativa e acordada, pegou o peito na hora!! Ela mamou o colostro e conheceu sua nova família que já a amava tanto!! 


A irmã Rebeca a conheceu apenas um dia depois, quando tive alta... foi pura emoção, em breve posto um vídeo desse momento lindo!!

Como vocês podem perceber, não sofri durante o trabalho de parto.. senti as dores das contrações, mas a todo tempo eu estava feliz com o processo natural que Deus preparou para que nossos filhos nascessem... apenas as intervenções feitas no hospital é que me incomodaram (ocitocina e separação mãe e bebê no pós parto imediato).. 

Então continuo repetindo: parir é maravilhoso!! Basta se entregar ao trabalho de parto, não negar as dores, aceitar que elas fazem parte do processo e se deixar levar pela ocitocina do momento!!!

Foi um parto muito rápido e que doeu menos do que o meu primeiro, foi maravilhoso!! acho que isso se deu porque eu estava muito tranquila, queria muito parir e como diz Ric Jones: -- O parto está entre as orelhas! (ou seja, na cabeça da mulher...)

A recuperação pós parto foi muito rápida, meus pontos doeram pouquíssimo e eu pude cuidar das minhas duas filhas normalmente, como eu esperava... 

Já quero o terceiro filho para parir novamente, juro!!! 

Parir realmente vicia...

Muito feliz!!


Esse vídeo ilustra o parto normal visto por dentro: