sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Oficina de Pintura Brincante (Blog Maternar e Brincar)

A Gabi do blog Maternar e Brincar promove oficinas brincantes muito divertidas para as crianças e hoje eu vim dividir um pouco da história dela com vocês, além de mostrar um pouco da oficina de pintura que a Rebeca participou recentemente...


Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar


Mãe de Artur e Lis. Blogueira do Maternar e Brincar. Especialista em Arte Educação. Pesquisadora da infância e do brincar. Produtora de eventos materno-infantil. “mãetessori”. Consultora do Método Montessori no Lar - Mãe que ama, que se dedica a maternidade ativa, presente e consciente e que sonha em educar e
 brincar com um monte de filhos." 
(Retirado do Blog Maternar e Brincar)

No blog da Gabi, a gente pode acompanhar as oficinas oferecidas em Porto Velho/RO, além de pegar dicas de brincadeiras sensoriais muito criativas:


Pintura com vassoura
Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

Mas o que são brincadeiras sensoriais?

São brincadeiras utilizadas para ajudar a criança a explorar a si mesmo e o mundo ao seu redor através dos seus sentidos. Elas permitem que a criança explore o mundo através da visão, audição, tato, olfato e paladar.

Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

As brincadeiras sensoriais também ajudam a desenvolver a motricidade fina (movimentos precisos das mãos e dos dedos), a criatividade da criança e o seu desenvolvimento emocional. 

Leia mais sobre brincadeiras sensoriais aqui:


Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

No site Parto em Rondônia podemos encontrar mais sobre a Gabi e as suas ideias fantásticas sobre maternidade ativa:


Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

A Rebeca adorou participar da oficina de pintura. Pintou, se sujou, brincou muito e se divertiu pra valer!!


Rebeca com a tia Iza e com o Valentim 
Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

Foto: Priscila Mello
Retirada do Blog Maternar e Brincar

Vale a pena visitar o blog dela e participar das oficinas. Neles vocês vão encontrar dicas de brincadeiras que estimulam os sentidos das crianças, proporcionando novas sensações e aprendizados que ficam guardados na memória e no coração delas!!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Volta ao trabalho e amamentação

Sou mãe de duas e minha licença maternidade dura 6 meses. Sempre amamentei em livre demanda, então no retorno ao trabalho após ter a minha primeira filha (Rebeca) sofri muito e me preocupei com relação ao sucesso da continuidade da amamentação.

O retorno foi doloroso, passei mais de 1 mês para aceitar que teria que trabalhar durante 7 horas corridas e ficar longe dela durante a semana.

Já no retorno ao trabalho após ter a minha segunda filha (Alice), não sofri por antecipação, não chorei, não me preocupei. Isso porque já conhecia o caminho a ser percorrido. Percebi que o sofrimento é, de certa forma, opcional.

O que me ajudou muito foi deixar minhas filhas com uma pessoa de confiança. Primeiro foi minha mãe, depois uma secretária do lar muito querida que acompanha minha família desde que tenho 10 anos de idade.

No meu ponto de vista, o segredo é acostumar o bebê com a companhia do seu novo cuidador (pessoa que ficará com ele enquanto a mãe trabalhar) alguns meses antes do retorno ao trabalho. Fiquei mais segura ao deixá-las com alguém que lhes deu muito carinho e atenção na minha ausência.

A transição não pode ser brusca, o bebê tem que ser preparado com antecedência para não sofrer tanto com a ausência da mãe.

Sob a orientação do pediatra delas, uns 15 dias antes de voltar ao trabalho já comecei a introdução de frutas, como pêra, banana, mamão, maça, todas raspadas e em pequenas quantidades para se acostumarem com outros alimentos que não o leite materno. As frutas e o meu leite materno extraído eram oferecidos ao bebê pelo novo cuidador e sem a minha presença, para que ele se acostumasse com esse novo hábito. Com o passar do tempo houve a introdução das papinhas salgadas, sob orientação médica.

A rede de apoio é composta por todas as pessoas que podem ficar com o bebê na ausência da mãe: pai da criança, avós, tios, padrinhos, amigos, babá, etc. Essa rede de apoio sempre foi muito importante pra mim e para as minhas filhas.

As mães que amamentam tem que preparar as pessoas que estão ao seu redor para que entendam os conceitos da amamentação e a apóiem nesse processo. Amamentar trabalhando fora não é fácil, porém é possível.

A família deve entender que o uso de bicos artificiais (mamadeira e chupeta) podem atrapalhar a amamentação, causar confusão de bicos e o desmame. Assim, o ideal é que o bebê não tome leite em mamadeiras, mas num copo, por exemplo. No começo é estranho e trabalhoso, mas com o tempo todos se acostumam.

Minhas filhas mamam em livre demanda sempre que estão comigo. Alice, aos seis meses, mama de manhã antes de eu sair pra trabalhar e na minha ausência come de 2 em 2h no mínimo, já que seu estômago é pequeno e ela come em pequenas quantidades.

Assim que eu volto do trabalho (com as mamas cheias de leite) Alice mama e assim fica em livre demanda pelo resto da noite e de madrugada. Aos finais de semana ela faz as refeições normais e mama em livre demanda também.

É importante salientar que a livre demanda e a amamentação noturna ajudam a manter e aumentar a produção de leite materno, já que no meu caso, durante o dia há pouco estímulo para produção. E sem estímulo (sem que o bebê sugue a mama), o leite materno diminuiu e seca com o tempo.

Faço cama compartilhada com minhas filhas desde que elas tem 6 meses, ou seja, elas dormem comigo para que consigam mamar em livre demanda de madrugada sem que eu me canse muito, já que não tenho que levantar para atendê-las.

Alice com 7 meses

"As mamadas noturnas são muito importantes para "informar às mamas" quanto de leite será necessário produzir para atender a demanda daquele bebê para o dia seguinte.
Quando uma mãe não amamenta durante a noite, ela arrisca ter sua produção de leite diminuída até o ponto de não poder continuar amamentando. Se uma mulher não estiver produzindo leite suficiente e não estiver amamentando a noite, ela pode fazer cama compartilhada com seu filho e amamentá-lo na espera de aumentar sua produção.
A Prolactina, o hormônio responsável por ajudar as células alveolares no seio para fazer leite, é liberada pela glândula pituitária durante a apojadura. Pesquisas mostraram que o nível de prolactina no leite materno é maior durante o período de maior produção de leite e que os maiores níveis de prolactina ocorrem no meio da noite. Em oposição, os níveis de prolactina são menores quando o seio está ingurgitado, isto significa que os que mamam em livre demanda mamarão na freqüência correta assegurando adequada produção de leite para sua própria necessidade de crescimento." (Referências: "The Breastfeeding Answer Book", La Leche League, 2003).

Eu não tenho leite em excesso, então a quantidade que Alice mama não atrapalha as suas refeições. Ela come normalmente, em pequenas quantidades, mas come bem. Alice geralmente mama ao acordar de manhã (6h), depois de comer e antes de dormir (sonecas do dia e a noite). Rebeca (que ainda mama!) mama ao acordar de manhã cedo (6h) e antes de dormir a noite.

O ideal seria a mãe extrair o leite materno e guardar para que o cuidador ofereça para o bebê na sua ausência, para que não sinta falta do leite materno. O melhor é que esse leite seja oferecido no copinho.

Copinho do bebê:

Eu já ofereci leite no copinho de pinga e deu certo. Ele deve estar devidamente esterilizado (eu comprei um só para isso, que nunca foi usado com bebida alcoólica).

Também tenho um copo de silicone muito bom para esse fim.

No trabalho a mãe pode extrair o leite materno que se acumula na mama com a finalidade de manter a produção (caso não haja tal retirada, a produção de leite materno irá diminuir com o tempo, no meu caso ocorreu em 3 semanas) e descartar, ou guardar para que o filho tome na sua ausência.

A extração pode ser manual (mais indicada) ou com o uso de bombas (há de se ter cuidado porque o uso de bombas pode machucar o seio e danificar os dutos mamários). Eu geralmente uso bomba (mais informações aqui -> http://mimamae.blogspot.com.br/2014/03/meu-extrator-de-leite.html).

A extração manual é ensinada gratuitamente nos bancos de leite. Algumas dicas você pode encontrar aqui: https://pediatriadescomplicada.com/2015/03/10/como-retirar-o-leite-materno/ e aqui:  http://brasil.babycenter.com/a1500004/como-tirar-o-leite-materno).

O leite extraído deve ser armazenado num recipiente próprio vendido para esse fim ou em recipientes de vidro com tampas de plástico, como os de nescafé (que devem ser lavados e esterilizados corretamente):

Copo da Avent, todo em plástico

Frascos de Nescafé

Eu uso os dois tipos de frasco. Para usar os frascos de nescafé, deve-se retirar o lacre interno da tampa, lavar bem e esterilizar em água fervente por 15 minutos.

Existem prazos e modos corretos para o armazenamento do leite materno que vocês encontram aqui: http://mimamae.blogspot.com.br/2014/03/como-armazenar-o-leite-materno.html.

A volta ao trabalho pode parecer uma grande ameaça à amamentação, mas se a mãe tiver força de vontade para continuar amamentando, uma boa rede de apoio (pessoas que apóiem a amamentação e que fiquem com o bebê enquanto ela trabalha) e paciência, com o tempo as coisas se ajeitam e a amamentação pode continuar sem problemas.

terça-feira, 29 de março de 2016

Minhas impressões com a chegada da segunda filha:

Rebeca com 2 anos e 7 meses e Alice com 5 meses

Meu segundo parto foi mais rápido, as contrações menos doloridas. O pós parto menos desconfortável, me recuperei mais rápido. 

A visão que eu tinha da minha primeira filha mudou: com a chegada da irmã, ela parecia bem mais velha, parecia que tinha crescido tanto naqueles últimos dias!!! lhe foi cobrada certa maturidade para entender os novos acontecimentos... maturidade esta que muitas vezes ela não tinha, no alge dos seus 2 anos e 3 meses de vida...

Minha relação com a mais velha também mudou, agora eu tinha que dividir minha atenção entre as duas, mas não meu amor: esse foi multiplicado quando a filha mais nova chegou. 

Em pensar que quando estava grávida cheguei a duvidar se amaria a nova filha assim como amava a primeira!! Uma insegurança sem sentido, já que o amor é exatamente igual, assim como afirmava a minha mãe (sobre eu e minha irmã) e eu insistia em duvidar!!!

No início foi uma loucura: precisei de muita ajuda (ainda hoje preciso), alguém tinha que ficar com a filha mais velha pra eu cuidar da mais nova e de mim mesma, me recuperar do pós parto. Eu aparecia apenas para brincar com a Rebeca, alguns minutos antes da Alice chorar novamente. 

Eu tinha muito medo de ficar sozinha em casa com as duas, porque quando elas choravam ao mesmo tempo, era o verdadeiro caos. 

Não é fácil, no início a mais velha teve muito ciúme, jogou a escova de dentes no umbigo da irmã, que tinha apenas 7 dias!! 😱
Queria ver a irmã e ficar junto, mas ao mesmo tempo queria bater... fiquei muito nervosa porque não conseguia cuidar das 2 sozinha, tive que aprender a delegar. 

Fiquei triste pq não conseguia mais sentar para brincar com a Rebeca como eu fazia antes, não conseguia dar a mesma atenção pra ela. Mas com o apoio da família e dos amigos que vinham brincar com ela ou levar pra passear e da minha anja do lar, as coisas foram se encaixando.

A noite é mais turbulenta, já tive desespero da noite chegar, porque quando a mais nova finalmente dormia, a mais velha vinha acordá-la. De madrugada tiro a mais nova do quarto apressadamente antes que seu choro acorde a mais velha...

Já as manhãs são bonitas, eu morrendo de sono e elas sorrindo e brincando juntas, cheias de energia.

O tempo foi passando e eu fui aprendendo a dividir minha atenção, meu tempo e meus cuidados entre elas. 

Uma foi conhecendo a outra e elas adoram ficar juntas, mesmo com a diferença de 2 anos de idade. Alice é apaixonada pela irmã e vice e versa. E eu apaixonada pela maternidade, que é ao mesmo tempo louca e perfeita.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Produtos naturais Pura Chuva

Esse ano conheci alguns produtos da marca Pura Chuva e decidi compartilhar com vocês já que são produtos naturais que gostei muito, por serem suaves e porque eu senti os resultados imediatos após o uso nas minhas filhas:


Uma das minhas filhas pegou um resfriado que a deixou com o nariz entupido e bastante irritada para dormir, já que não conseguia respirar direito. Apliquei essa pomada no seu peito, costas e pés (coloquei uma meia depois) e percebi uma melhora significativa na respiração dela.

Além de usar essa pomada, lavo seu nariz com soro (consulte o pediatra para saber qual usar), aspirei a secreção com o nosefrida (falei dele aqui -> http://mimamae.blogspot.com/2014/10/produtos-importados-para-bebe.html), produtos que tem me ajudado bastante nesses dias de resfriado.

Informações do site:

"O eucalipto é uma planta medicinal utilizada no combate de doenças respiratórias devido as suas propriedades expectorantes. É usado principalmente no tratamento de gripes e constipações. Indicado em casos de tosse, sinusite, infecções de garganta, pneumonia e infecções pulmonares profundas.

É indicado para crianças a partir de 8 meses, mas os pais precisam ficar atentos ao usar um expectorante em crianças menores de 2 anos por possuírem dificuldade de expelir o muco.

Em sua formulação contém também o Azeite de Oliva com propriedades condicionantes e o Óleo de Semente de Uva rico em vitamina E que torna a pomada mais suave e eficiente.

Indicações de uso: Gripes e resfriados: aplicar na sola dos pés, no peito, costas e próximo as narinas, principalmente no período da noite após um banho quente. Pode ser aplicado 2x ao dia, pois o seu efeito no organismo é prolongado.
Febres: aplicar como massagem vigorosa pelo corpo todo nos primeiros sintomas.
Picadas de insetos: aplicar de 3 a 4x ao dia no local.
Dores musculares: aplicar como massagem vigorosa nas áreas mais dolorosas de 3 a 4x ao dia.
Lembre-se de respeitar a idade recomendada para o seu uso que é a partir de 8 meses."


Uso esse óleo para fazer massagem na minha bebê e adoro o poder de hidratação que ele tem. 

Tem o cheiro super suave e a pele absolve o produto com facilidade. 

O rendimento é alto: um pouco de produto consegue ser espalhado facilmente por uma grande área de pele. 



Uma das minhas filhas foi picada por mosquitos no sítio e essa pomada aliviou muito a coceira nos locais afetados. 


São óleos essenciais de lavanda, citronela e camomila misturados em água destilada, então é um produto bem leve que pode ser borrifado nas roupas dos bebês como também ser aplicado diretamente na pele de bebês com mais de 8 meses. 

Nessa epidemia do mosquito da dengue, eu uso esse repelente até em mim, principalmente nos meus braços, ombros e pescoço, já que minha filha mais nova tem apenas 3 meses e fica muito no meu colo, então tenho medo de usar repelentes mais fortes nessa região e o produto acabar entrando em contato com ela. Prefiro usar esse repelente natural por ser mais leve e assim fico tranquila caso ela toque na minha pele quando eu estiver usando ele. 

Gostei tanto dos produtos que já selecionei os próximos itens que pretendo adquirir:


A lanolina é indicada para o uso nos seios da lactante para cicatrizar ou prevenir as terríveis rachaduras nos mamilos. 


Protetor solar natural que pode ser utilizado em bebês a partir dos 8 meses, ou seja, antes dos protetores industrializados. 


Observação: Esse não é um post pago de publicidade. São apenas dicas de produtos que eu uso e indico porque gosto. Tampouco os revendo. Os meus eu comprei da Helena (fone: (69) 8114-3124). 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Relato do meu segundo parto - nascimento da Alice - Parte 2

Veja a primeira parte do relato aqui:
http://mimamae.blogspot.com.br/2015/11/relato-do-meu-segundo-parto-nascimento.html

Continuação:

O parto da Alice...

Na noite do dia 17/10/15, às 22h, comecei a sentir uma pressão na região pélvica, junto com uma vontade de ir ao banheiro... minha sogra estava conosco e estávamos preparando algo para jantar.. parei várias vezes para ir ao banheiro e percebi que algo estava acontecendo... Alice estava se preparando para chegar!! A pressão continuou por mais ou menos uma hora. Dava uma vontade de agachar também, mas não estava com contrações, apenas com mini pontadinhas no baixo ventre... era a Alice encaixando...

Avisei o marido que talvez eu entrasse em trabalho de parto em breve, pedi que ele montasse o mini berço (moisés) que era da Rebeca e que a Alice iria herdar e ele prontamente foi montar.. Pedi pra minha irmã vir ficar com a Rebeca, já que ela estava inquieta querendo "ajudar" o pai a montar o berço, mas não podia mexer nas ferramentas e parafusos.. 

Minha irmã chegou com o namorado e eles foram encher minha bola de pilates que estava vazia (algo me dizia que o trabalho de parto começaria na madrugada e eu iria precisar da bola!), além de levar a Rebeca para passear e pegar umas frutas pra eu comer mais tarde...

Jantamos, terminei de arrumar as malas para levar pro hospital e a pressão parou.. meu marido falou que achava que o trabalho de parto não iria começar tão cedo (afinal, eu ainda não havia completado 38 semanas de gestação)... eu também não quis me precipitar e ficar ansiosa, mas algo me dizia que tinha que descansar porque em breve o trabalho de parto começaria... então tomei um banho, fiz a Rebeca dormir e como estava muito cansada das tarefas do dia, conversei com a Alice: -- Filha, deixa a mamãe descansar de madrugada, deixa pra nascer amanhã de dia... (e não é que ela deixou?!)

Assim, fui dormir meia noite do dia 18/10 (estava com 37 semanas e 5 dias de gestação)

Às 2h da manhã comecei a sentir contrações ritmadas, vinham de meia em meia hora eu acho... a dor era pequena.. quando elas vinham eu acordava, mas conseguia dormir entre elas. Sabia que tinha que descansar, estava bem tranquila e relaxada, já que não temia o trabalho de parto... 

Às 4h da manhã eu senti uma contração média e levantei.. eu estava com fome, o marido estava na sala vendo filme e o avisei que o trabalho de parto havia de fato começado.. fizemos um lanche juntos, comemos panetone. Voltei a dormir, mesmo com as contrações, que estavam com um intervalo grande ainda...

Até que às 5h30min da manhã senti uma contração mais forte (média) e não consegui mais ficar deitada... 

Fui para o chuveiro quente, sentei na bola de pilates, deixei a água cair na minha lombar e comecei a cronometrar as contrações... elas estavam vindo de quatro em quatro minutos... quando as dores vinham, eu vocalizava e puxava uma toalha grande que pendurei no box do banheiro (estava sem o meu rebozo)... fiquei uns quarenta minutos no chuveiro e a dor praticamente desapareceu! A água quente é uma anestesia maravilhosa.. Assim, como a dor praticamente sumiu, pensei: vou tomar café da manhã porque acho que ainda demoro a parir...

Início das contrações que cronometrei: 
hora, duração e intervalo entre elas...

Avisei minha mãe e minha irmã, que vieram correndo ficar comigo.. O maridão fez café da manhã pra gente (6h30min da manhã)... eu conseguia comer entre as contrações, sentada na bola, enquanto minha mãe segurava uma bolsa de sementes quente na minha lombar e eu segurava outra bolsa de sementes quente no baixo ventre... isso ajudou muito a aliviar a dor!!

Minha mãe segurando a bolsa de sementes na minha lombar...

 Avisei minha doula pelo whatsapp, mas ela não estava on line.. não quis ligar porque achei que ainda era cedo e não queria atrapalhar, já que ela também tem um bebê pequeno para cuidar... queria ligar mais tarde... 

Rebeca acordou antes do horário esperado... ainda tentei fazê-la dormir no peito, mas não consegui, já que ficar deitada com as contrações era muito incômodo..

Tentando fazer Rebeca dormir durante o trabalho de parto...

Às 7h senti uma contração mais forte... eu estava em cima da bola, me pendurei no pescoço da pobre da minha irmã, quase quebrei a coluna dela e então percebi que estávamos entrando na parte final do trabalho de parto e que era hora de ir pro hospital.. mas mesmo assim achei que ainda demoraria umas 3 horas para a Alice nascer... ledo engano... 

Liguei pro meu médico (7h) e ele avisou que iria tomar café da manhã, tomar banho e que iria pro hospital em breve...

Durante uma contração...

Assim, pegamos as malas, minha bola e minha bolsa de sementes morna (itens inseparáveis) e fomos pro hospital (eu, minha mãe e meu marido)..

Minha irmã ficou em casa com a Rebeca.. avisamos pra ela que Alice iria nascer e ela ficou toda feliz, me deu um beijo e falou: -- Mamãe, vai com Deus!! Me emocionei, porque aquele era nosso último momento com ela sendo nossa bebezinha... agradeci mentalmente à Rebeca, já que graças ao parto dela eu não temia meu segundo parto e estava preparada para o que estava acontecendo... 

O caminho para o hospital não foi fácil, já que quando as contrações vinham, era difícil ficar sentada naquele banco duro.. eu queria estar em cima da bola que era mais macia... com o movimento do carro comecei a sentir os puxos e pensei: -- Minha nossa!! vai nascer no carro!!!

Mas deu tempo de chegarmos no hospital (7h45min) e eu já estava sentindo os puxos... meu médico não havia chegado ainda e seu celular estava desligado.. não havia plantonista no atendimento já que era troca de plantão.. comecei a me desesperar e só então liguei pra minha doula, mas ela não atendeu, devia estar dormindo. Avisei para a equipe do atendimento no hospital que minha bebê nasceria em breve, que chamassem logo o plantonista, pois não tinha muito tempo para esperar e ela iria nascer no corredor... 

Às 8h chegou uma médica que estava saindo do plantão e veio somente fazer a minha admissão... entramos no pronto atendimento da obstetrícia, sentei na maca e ela escutou os batimentos cardíacos da Alice, que estavam perfeitos... fez o toque e constatou que a dilatação estava total (10 cm)!!! Eu já esperava, pois estava sentindo os puxos há alguns minutos... então a nova plantonista chegou e a médica que fez o toque avisou que a posição da Alice era +2 (esse vídeo explica bem: https://www.youtube.com/watch?v=ze53Ep-gwBQ - min. 1:40), mas que não era pra me tirar daquela sala pra levar até o quarto porque já que era meu segundo bebê, ela nasceria dentro de poucos minutos...

A nova plantonista ficou comigo, eu pedi a ela que não fizesse episiotomia, ela disse que nem se ela quisesse daria tempo... ufa!!

Uma contração depois, a minha bolsa estourou... minha mãe saiu da sala e meu marido ficou comigo, ao meu lado...

Ainda vieram duas contrações depois disso, eu me apoiei no pescoço do marido para empurrar e a Alice nasceu às 8h15min, cheia de vernix, menor que a irmã, o que fez meu expulsivo praticamente não doer...

No momento do expulsivo eu lembrei das palavras da Klaudia: "parir vicia!" e pensei: vicia mesmo, já quero parir de novo!! Foi tudo tão rápido que deixou um gostinho de quero mais...

Meu médico chegou 15 minutos depois, não conseguiu me acompanhar.. 

Também não consegui acionar minha doula a tempo... terei que deixar pro nascimento do próximo filho o sonho de parir sendo acompanhada por doula... rs

Alice nasceu com 49 cm, 3.500 kg, mas como nasceu na sala de emergência, não deu pra chamar o pediatra e também porque estava com muito vérnix, não deixaram que ela ficasse comigo.. vimos seu rosto rapidinho, vi que ela havia nascido menor que a irmã, dei um beijo nela e ela foi levada para ser avaliada longe de mim, o que foi uma grande pena, porque totalmente desnecessário, já que ela nasceu muito saudável, graças a Deus!

Alice com 7 dias...

Depois fui para o centro cirúrgico (para que a médica pudesse fazer os pontos nas lacerações que tive), onde encontrei Alice novamente, num bercinho aquecido, estava bem quietinha, então me acalmei... A médica fez os pontos, o que incomodou um pouco, mas menos do que no parto da Rebeca... Aplicaram ocitocina em mim.. a médica disse que era pra prevenir hemorragia... não sei até que ponto isso é necessário também, mas comecei a sentir cólicas novamente e isso foi bem ruim... sorte que uma enfermeira muito querida ficou ao meu lado durante todo o procedimento (obrigada Sabrina!!). 

Demorei um pouco para ir pro quarto (por burocracia do hospital) e essa foi a pior parte, já que a Alice estava com fome, sugando as mãozinhas e eu queria dar mamar pra ela, mas não conseguia pegá-la... 

Somente depois de uma hora pós parto é que eu finalmente pude pegar minha Alice nos braços e amamentar, estavam todos no quarto nos esperando ansiosos... Sorte que ela ainda estava bem ativa e acordada, pegou o peito na hora!! Ela mamou o colostro e conheceu sua nova família que já a amava tanto!! 


A irmã Rebeca a conheceu apenas um dia depois, quando tive alta... foi pura emoção, em breve posto um vídeo desse momento lindo!!

Como vocês podem perceber, não sofri durante o trabalho de parto.. senti as dores das contrações, mas a todo tempo eu estava feliz com o processo natural que Deus preparou para que nossos filhos nascessem... apenas as intervenções feitas no hospital é que me incomodaram (ocitocina e separação mãe e bebê no pós parto imediato).. 

Então continuo repetindo: parir é maravilhoso!! Basta se entregar ao trabalho de parto, não negar as dores, aceitar que elas fazem parte do processo e se deixar levar pela ocitocina do momento!!!

Foi um parto muito rápido e que doeu menos do que o meu primeiro, foi maravilhoso!! acho que isso se deu porque eu estava muito tranquila, queria muito parir e como diz Ric Jones: -- O parto está entre as orelhas! (ou seja, na cabeça da mulher...)

A recuperação pós parto foi muito rápida, meus pontos doeram pouquíssimo e eu pude cuidar das minhas duas filhas normalmente, como eu esperava... 

Já quero o terceiro filho para parir novamente, juro!!! 

Parir realmente vicia...

Muito feliz!!


Esse vídeo ilustra o parto normal visto por dentro: 

Relato do meu segundo parto - nascimento da Alice - Parte 1

Alice é minha segunda filha, foi planejada e muito esperada já que meu marido e eu desejamos ter uma família grande e animada...
Minha primeira filha, Rebeca, tinha um ano e meio quando decidi parar de fazer tabelinha e atender aos pedidos do maridão para encomendarmos logo nossa segunda bebê...

Engravidei no final de janeiro de 2015 (DUM em 27/01/2015)...

Mal pude acreditar que após 2 meses de tentativa já teria engravidado novamente!! Meu marido ficou muito feliz, fizemos até um churrasco para comemorar!!

 (pitura de barriga que minha amiga doula Talita faz)
05/09/2015
Bebê pélvica...

A gravidez correu tranquilamente até que descobrimos que Alice havia sentado, na 31ª semana de gestação..

Isso tirou meu sono, já que meu sonho de um segundo parto normal tranquilo estava ameaçado, pois na minha cidade (Porto Velho/RO) não há equipe preparada para atender parto normal de bebê pélvico... 

Pensei em ir para outra cidade para encontrar uma equipe que pudesse me atender, fazer uma versão cefálica externa ou mesmo tentar o parto normal pélvico, já que não queria passar por uma cesariana sem antes tentar um parto normal.


18/09/2015

Da cesárea eu tinha medo da anestesia, do corte, da recuperação lenta, das complicações que uma cirurgia poderia trazer para mim e minha bebê.. então me entristecia de verdade pensar numa cirurgia, além da frieza do procedimento que muito me incomoda, da falta do calor humano, e do fato de que, numa cesárea, eu não ajudaria minha filha a nascer.. isso fica nas mãos do médico...

Quando a médica avisou que a Alice havia sentado eu fiquei triste, preocupada, decepcionada.. cheguei a sentir revolta e pensei: -- Poxa, logo eu que amei parir minha primeira filha e quero tanto parir novamente, tenho agora uma bebê sentada?
Comecei a pesquisar sobre parto pélvico e sobre a manobra chamada versão cefálica externa, mas sempre esbarrava nos riscos. Embora eu já tivesse visto lindos vídeos de parto normal com bebê pélvico (como esse da Mariana -> http://www.youtube.com/watch?v=Z59XeI5PTTU) e soubesse que bebês pélvicos também nascem de parto normal, me bateu uma insegurança...
Tentando virar minha bebê por diversas vezes, testei algumas posições sugeridas pela parteira mexicana Naoli que encontrei nesse site:
Dei cambalhotas na piscina, apliquei compressas de água quente no baixo ventre e de água fria no topo da barriga, mas a Alice não saía do lugar. Ela mexia bastante, mas gostava mesmo da posição sentadinha.. tomei um remédio homeopático também, mas não fez efeito...
Chorei várias noites pensando nisso, realmente pensar na cesárea me entristecia muito.. queria entender o porque de logo eu não estar com a bebê cefálica, já que havia amado parir minha primeira filha e pensava com tanto carinho no meu segundo parto normal.. Continuei pensando nas opções que me restavam e fazendo pesquisas... resolvi entrar em grupos do facebook e achei esse lindo relato de parto pélvico:
Fiquei impressionada com esse relato da Klaudia, que mediu sua própria dilatação durante o trabalho de parto e afastou seu períneo durante o expulsivo, ajudando seu bebê a nascer...
Esse relato me animou após uma noite em que eu havia chorado muito por não entender minha situação, eu soube que ele poderia me passar algum ensinamento positivo...
Me encantei com a história dessa mulher e falei com ela através de mensagens no facebook, e ela prontamente me respondeu e me encheu de esperanças para tentar meu parto pélvico, mesmo sendo em outro Estado.
Durante a conversa que tivemos, ela só me disse coisas maravilhosas, dentre elas: "nós que somos fortes temos que ter parto pélvico para mostrar para todo mundo que é possível e maravilhoso! (...) Sua bebê também quer mudar o mundo e fazer história!"
Realmente! Como eu estudo muito sobre parto, vivo lendo relatos e amo esse mundo da humanização, talvez eu fosse o perfil de pessoa com força suficiente para bancar um parto pélvico e lutar pelos meus direitos de trazer minha filha ao mundo da forma mais respeitosa possível..
Só depois da conversa que tive com Klaudia pude entender que não devia ter raiva dessa situação (da minha bebê estar sentada).. devia apenas não me conformar com o sistema obstétrico brasileiro que não se especializa para atender partos normais de bebês pélvicos. Como a Klaudia disse: "No exterior, parto pélvico é a coisa mais comum. Eles nem se importam mais em saber a posição do bebê..."

Conversei muito com umas amigas envolvidas com o parto humanizado, como as doulas Izabela, do Bello Parto, Alyssa que agora mora em Jundiaí e da Elis, fotógrafa em Cuiabá... todas elas me apresentaram muitas opções e se ofereceram para me ajudar caso eu decidisse realmente tentar meu parto fora da minha cidade... Agradeço muito a elas pelo apoio, eu estava realmente muito triste em pensar em uma cesariana desnecessária...
Após muita pesquisa, achei um médico mais atualizado na minha cidade que disse que poderia me acompanhar e que poderíamos tentar o parto normal pélvico, mas mesmo assim me alertou sobre os riscos.. Assim, troquei de médico (com 35 semanas) já que o primeiro que me acompanhava nem cogitava tentar um parto normal...

Porém eu não me imaginava num parto pélvico, tampouco numa cesariana.. a Alice estar sentada estava fora do contexto... assim, entreguei meu parto nas mãos de Deus e parei de pensar sobre o assunto.. decidi também não viajar para outro Estado.. decidi ficar em Porto Velho e ver o que acontecia... 

Após uma batida de carro que sofri (sem nenhum ferimento, graças a Deus), decidi tirar férias do trabalho e ficar em casa curtindo o resto da gestação mais tranquilamente...

A boa notícia...

Na 37ª semana, durante uma consulta de rotina, meu médico (que é também ultrassonografista) constatou que Alice havia virado!!! Estava cefálica!!! Mal pude acreditar... Nem consegui comemorar direito, tinha medo dela virar novamente, mas fiquei muito feliz e aliviada... poderia voltar a sonhar com meu segundo parto normal!! 
26/09/2015

Como estava de férias, aproveitei para ficar um pouco mais com minha filha mais velha (Rebeca), já que esses seriam as últimos dias que ela seria filha única!!

Amor de irmã

Veja a segunda parte do relato aqui: 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Relato de parto normal da Daiane

A Daiane e o Guilherme são amigos muito queridos, pais do sorridente Heitor, cuja história de empoderamento tive o prazer de acompanhar.

Formam um casal que ao descobrir a gravidez se informou muito e decidiu trazer seu primogênito ao mundo com muito respeito e carinho.

Vamos conferir o relato de parto da Dai, que nos conta de forma emocionante como foi esse dia tão esperado em que o Heitor nasceu!!


"Olá, mamães e futuras mamães!

Finalmente tomei coragem para sentar e escrever o meu relato de parto. Ufa!

Bem, é tanta coisa que eu queria colocar aqui pra vocês que nem sei por onde começar... Afinal de contas o parto é apenas o comecinho de uma grande aventura: a maternidade!

Meu marido Guilherme e eu descobrimos sobre nosso Heitor bem no comecinho da gestação (2 semanas) então tivemos tempo de sobra pra sonhar com o parto e nos prepararmos. Mas, como marinheiros de primeira viagem, ficamos meio que sem saber por onde começar, e daí que surgiram alguns anjinhos em nossas vidas: Luana, Mileide e Rosana. Três queridas que nos levaram a conhecer o Bello Parto.

Pra quem ainda não ouviu falar, Bello Parto é um grupo composto por enfermeiras obstetras, fisioterapeutas e mamães que organizam  encontros esclarecedores sobre os tipos de partos, os mitos, os tabus e como se preparar pra esse momento tão lindo e único.

Fomos na nossa primeira sexta-feira de encontro e simplesmente amamos!!! Nos sentimos amparados e certos de que ali receberíamos muitas informações importantes pra espera e pra chegada do nosso Heitor (acredito que quando se quer um parto normal, estar dentro de um grupo de apoio assim é fundamental, confortante). E começamos nossa saga em busca de conhecimento e preparo para o parto normal, e por isso, todas as sextas de encontro, lá estávamos nós sedentos de informação.

No decorrer da gestação sentimos em nossos corações o desejo de receber nosso filho da forma mais tranquila e respeitosa às condições naturais: parto domiciliar. Começamos nossos encontros semanais de acompanhamento gestacional... Heitor estava previsto pro dia 28 de Fevereiro,  Enfermeira Sandra Schulz (enfermeira obstetra responsável) chegaria dia 25 de SP para esperarmos nosso pequeno dar sinal que queria nascer e assim faríamos a sua recepção em casa. MAS, contudo, entretanto e todavia....como são eles que decidem a sua hora... Tivemos que readaptar o plano, porque ele quis nos conhecer dia 21(não quis esperar tia Sandra chegar pra nos ajudar em nosso parto).

Tudo começou assim: com uma enorme vontade de ir ao banheiro fazer numero 2, e em uma das forcinhas que fiz senti liquido saindo de um lugar diferente do xixi, e pensei: Será que minha bolsa estourou? Não, acho que não! Deve ter sido só xixi... Rs. Tomei meu banho e quando sai do box: liquido descendo pelas minhas pernas.... "Mas será xixi? Muita gravidas perdem o controle... Mas eu, até ali, não! Mesmo porque eu faço fisioterapia íntima com a Camila Patriota", pensei.
"Meu Deus! Minha bolsa estourou mesmo!!!!"
E uma onda de emoção tomou meu coração....

Chamei minha irmã que estava em minha casa pra chegada do Heitor, e também grávida.... E chamei minha mãe.... Pra verem o líquido que descia pelas minhas pernas e elas ficaram eufóricas de alegria... E foram ligar pro Gui voltar pra casa, e eu fui ligar pras minhas gurus do Bello Parto. Isso foi umas 4:40 da tarde. E  a Enfermeira Izabela Teixeira me disse bem serena: "Dai, vc vai agora descansar.. Deita e dorme um pouco pq a noite vai ser cansativa! Rs" .

Como fui a todos os encontros no Bello Parto, li muitos relatos e assisti muito vídeos de parto normal, sabia que o que me aguardava mais a frente seria uma grande demanda de energia... Juro que tentei deitar e dormir, mas a ansiedade não me deixava... Não conseguia parar de pensar que dentro de algumas horas aconteceria o encontro mais importante de nossas vidas!!!!

E vcs não vão acreditar... Minha bolsa da maternidade não estava pronta! Sim, deixei tudo pra ultima hora! Rs... A essas alturas, o Guilherme já estava de volta. Mas a Mileide, minha doula linda, foi com minha irmã atrás das coisas que eu precisaria levar pra maternidade (viu só como anjos existem?!?) tudo para que eu ficasse ali descansando em casa, e o o Gui pudesse me assistir no que eu e o Heitor precisássemos.

Izabela veio me ver, mediu minha pressão e escutou o coraçãozinho do nosso bebê para que pudessemos ficar tranquilos  no conforto de casa esperando as contrações... Comecei a sentir leves contrações lá pelas 18h, e às 19h, mais os menos, elas foram ficando mais intensas e aos poucos fui me entregando a partolândia.

Mileide veio me auxiliar e tentar aliviar a tensão do momento... Mas a única coisa que aceitei foram suas massagens... Eu não quis saber de mudar posições e muito menos da bola de pilates... Eu só queria ficar quietinhaaa na minha partolândia... Rs.
Izabela, veio novamente aferir pressão e escutar o coraçãozinho do Heitor. Estava tudo indo muito bem...

Em torno de 23:30, Izabela recebeu a ligação do meu obstetra, pedindo pra me ver. Fomos até o hospital em que ele estava de plantão (que não condizia com o meu plano de saúde) e ele fez o exame de toque e pra surpresa de todos nós: 8 pra 9 cm de dilatação! Quase chorei de felicidade ( e tbm pq o exame de toque é bem incomodo. Rs). Desci da cama e corri pro banheiro, era meu corpo querendo me preparer para o parto... Deixei ali tudo o que tinha comido e meu marido ali do meu lado... Lindo! Me dando força até nessa hora. Rs.

O doutor disse: "vamos pro nosso hospital que esse menino já quer nascer!" Tinhamos como plano B o hopital 9 de julho (pois o plano A era o domiciliar, lembram?), Mas tivemos que montar um plano C, pois naquela mesma hora, segundo o meu obstetra, estava contecendo uma festa de pediatria e todos os pediatras estavam lá e nenhum atendia sua ligação... Então o jeito foi ter o Heitor no Regina, pois lá  era o único lugar com pediatra de plantão naquele dia. E o doutor ainda completou: "Mas tem um problema, lá o pai não entra!"E eis que o Gui exbravejou: "Olha doutor, a gente pode até ir para o Regina Pacis, mas não existe a MENOR POSSIBILIDADE de alguém impedir que eu acompanhe a minha esposa. E se tiver que brigar com alguém eu vou brigar e vou entrar naquela sala. Ninguém vai me impedir. Isso é um direito nosso!" (Lei do acompanhante, minha gente!)

Entramos no carro e fomos parar no Regina. Não deixaram a equipe do Bello Parto entrar e nem a doula... Apenas eu e Gui entramos na sala a meia noite e ficamos ali, trabalhando e ajudando o nosso Heitor nascer... Não vou enfeitar! Não é uma hora fácil pra mamãe... Vc sente vontade de mandar parar pra vc descer e  ir pra casa... Mas quando vc sabe que é pela chegada do seu filho, aí vc aguenta mais um pouquinho e pede ajuda dos céus pra te dar mais energia pra essa hora.

Bem, não foi exatamente como sonhamos nossa gestação inteira, pois além de ter uma platéia de 4 enfermeiras olhando, e uma até se atreveu a tentar empurrar minha barriga... Chegou de mansinho fazendo carinho na minha barriga, e alguns minutinhos depois veio tentar uma manobra de kristeller... Olhei bem feio pra cara dela e disse: sai, sai, sai... Tira essa mão daqui!

Além disso, outras coisinhas mais que acabam afetando de certa forma o nosso psicológico... Ocitocina sintética, mãozinha cutucando aqui e ali.... Mas... De uma coisa não posso reclamar... O Dr. estava tão tranquilo que me passou tranquilidade algumas vezes... E Vezes q precisei de uma mãozinha, meu marido quase perdeu a dele e o cabelo tbm... Pq me escorava nele pra fazer força (que fui guiada a fazer qnd não sentia vontade, mas por medo, fiz).

Na sala de parto

Depois de duas horas, que pra mim parecera terem sido apenas 1h, juro! O meu Heitor nasceu! E toda dor passou, como se tivesse sido tirada com as mãos... Literalmente! E o Dr. o colocou em cima de mim e eu ali agradecendo a Deus e lhe dando boas vindas e o abençoando, enquanto o Dr. esperava o cordão terminar de pulsar para clampear e cortar, como haviamos pedido. O pediatra veio e pegou meu pequeno para a primeira avaliação e o papai Gui foi atrás como um leão protegendo sua cria. E eu? Estava ainda na mesa com o obstetra levando alguns pontinhos, pois lacerei um pouco (nós não precisamos de episio, meninas! O nosso corpo é perfeito... Faz seu próprio corte se necessário!) e minha laceração cicatrizou muito rapido e nunca mais senti nada... E como se ela nunca estivesse ali.

Quando terminamos a sutura, que foi muito rápido, fomos para o quarto e o Heitor já veio pro meu seio, para sua primeira mamada. Foi lindo! Tentamos dormir...


No dia seguinte recebemos visitas de amigos e familiares e nos sentimos muito amados!

24h depois do parto, já estávamos em casa... Nos curtindo muito... Que delícia! Foi uma experiencia ofegante, mas tenho certeza que faria tudo outra vez!


Pro segundo filho: normal novamente e lindamente se Deus assim permitir! ❤️"

Muito lindo, não é!?

Muita saúde e felicidades à essa linda família!!