Nada pior do que ver nossos pequenos sofrendo com os sintomas dos resfriados, não é?

Aqui em casa, além de levar minhas filhas ao médico, eu sempre aplico algumas medidas simples que me ajudam muito a cuidar delas:

1) Lavar as mãos

Essa medida simples pode prevenir que as crianças peguem gripes e viroses.

Porém, caso elas já estejam resfriadas, lavar as mãos pode evitar o contágio para as demais pessoas da casa, como irmãos, pais e avós, por exemplo. 

Quando minha filha mais velha chega da escola, vai direto para o banho. Se está com muita fome e quer comer primeiro, ao menos lava as mãos, antebraços e rosto para almoçar e depois tomar um banho caprichado. Faço o mesmo quando elas chegam de um passeio, do parquinho ou brincam em festas com muitas crianças.

2) Aplicar soro fisiológico nas narinas

Principalmente depois dos banhos e quando vejo que elas estão coçando o nariz, ou estão espirrando, lavo o nariz delas com soro fisiológico infantil (indicado pelo pediatra). Uso o Salsep 360º mas existem várias marcas (consulte o pediatra do seu filho).

Esse post do blog Look Bebê explica bem sobre a importância da higiene nasal na prevenção de doenças respiratórias.

3) Limpar o nariz
Se há secreção ou sujeira no nariz, aplico o soro fisiológico e em seguida uso um cotonete para limpar DELICADAMENTE por fora da narina (com cuidado, sem empurrar a sujeira para dentro, sabe?).

Se há muita secreção, uso um aspirador nasal chamado NOSEFRIDA, que é importado dos EUA. Mas existe um aspirador de marca brasileira chamado Aspira Baby que é muito bom também.

4) Pomada de eucalipto
Aplico pomada de eucalipto nas costas, peito, nuca e pé das meninas e coloco uma meia quentinha nelas. Massageio bem as costas e o peito.

Gosto da pomada BabyRub, mas ela só é vendida nos EUA. Pode ser aplicada a partir dos 3 meses do bebê. Ela não é indicada em casos de asma. 

ATENÇÃO: A famosa Vicks Vapurub só é indicada para crianças maiores de 2 anos. Não use antes dessa idade.

Também adoro as pomadas da marca brasileira Pura Chuva. Amo as pomadas de Eucalipto e a de Limão Tahiti com Copaíba. O melhor é que elas são 100% vegetais.


5) Banho morno com chá de eucalipto
Fecho bem o banheiro (evitando correntes de ar), encho a banheira com a água bem morna (quando a água começar a esfriar, tem que tirar a criança do banho) e diluo um pouco de chá das folhas do eucalipto na água, que promove bem estar.

Já usei um produto importado para diluir na água da banheira chamado Soothing Vapor Bath, da Johnson's Baby, mas não comprei mais. Ele deixa um bom cheiro na água, mas não achei tão eficaz. Achei um pouco artificial demais. Gostei mais do eucalipto natural. 

OBS: Esse banho não é indicado para crianças com asma.

6) Inalação apenas com soro fisiológico
A inalação sem remédios, somente com soro fisiológico, ajuda a hidratar as vias aéreas. Peça orientação médica.

7) Hidratação
Durante o resfriado, minhas filhas preferem tomar sucos, passam a comer menos. Ofereço muita água, sucos naturais, água de coco, e muito leite materno (que contém os anticorpos da mãe).

8) Brincar ao ar livre, tomar um pouco de sol
Se possível, é bom que a criança tome sol (início da manhã e final da tarde), já que ajuda a produzir a vitamina D no corpo, que é associada ao bom funcionamento dos sistemas imunológico e respiratório. 

Entenda melhor sobre a Vitamina D aqui

Evitar levar as crianças em ambientes fechados, como shoppings, por exemplo.

9) Alimentos com vitamina C
Comer laranja, tangerina, acerola, manga... Em geral, comer alimentos ricos em vitamina C, que ajudam muito na prevenção de resfriados. Mesmo quando elas já estão resfriadas, ofereço esses alimentos e elas adoram.

10) Cebola no quarto

Quando minhas filhas estão tossindo, tiro a casca de uma cebola, corto em 4 pedaços e coloco próximo da cama.

A cebola é conhecida por seu efeito expectorante e broncodilatador.
O quarto fica com cheiro de cebola, mas elas dormem beeeeem melhor e tossem bem menos durante a noite. 

Também elevo a cabeceira do colchão delas para que a cabeça fique um pouco mais elevada com relação ao corpo, para facilitar na respiração. 

No dia seguinte, a cebola deve ser jogada fora. Ela vai "sugar" as impurezas do ar, então não pode mais ser reutilizada. 

Essas são as dicas que uso para minimizar o desconforto do resfriado, e que me ajudam muito lá em casa.

Espero que funcionem para você também!!

Sabe aquele giz de cera que seu filho(a) quebrou? Não precisa jogar fora. Você pode reciclar e voltar a usar!!

Como fazer:
🎨 separe o giz de cera quebrado por cores;
🎨 coloque numa forma de silicone;
🎨 leve ao microondas até derreter;
🎨A cada 2 minutos abra e  veja se já derreteu (aqui abri 3 x);
🎨 espere esfriar e desenforme. 

Lá em casa é sucesso garantido. 
Espero que gostem! Beijos!!

Resolvi testar essa receita e vou compartilhar com vocês porque achei muito fácil!

O bacon pode (e no caso de ser servido para crianças, deve) ser substituído por carne, frango ou legumes.



INGREDIENTES:

·        6 pães de forma
·        3 ovos
·        1 xícara de creme de leite
·        2 xícaras de queijo ralado
·        bacon picado frito
·        salsinha
·        sal a gosto
 

MODO DE PREPARO:

·        Remova as cascas do pão de forma e amasse usando um rolo.
·        Coloque na forma untada com azeite.

·        Aqueça no forno por 3 minutos

·        Misture os demais ingredientes e preencha as formas. Salpique mais bacon por cima
·        Asse no forno de 15 a 20 minutos, até dourar.

Rende 6 porções.


Se testarem, me digam se gostaram!!
Beijos!

1) Força de vontade 


A amamentação pode ser dolorosa no início, além de requerer muita dedicação materna. Assim, a mãe tem que ter força de vontade e não pode desistir diante das dificuldades (que são muitas). No início pode ser difícil, eu me perguntava diariamente se algum dia sentiria prazer ao amamentar. Passado o sufoco inicial (3 primeiros meses), fica mais fácil e gostoso amamentar.



Vale a pena persistir na amamentação, tendo em vista os inúmeros benefícios para a saúde do bebê, já que o leite materno carrega nutrientes preciosos e garante os anticorpos essenciais de que ele precisa. Ela também reforça o vínculo entre mãe e bebê.



Pode demorar, mas uma hora mãe e bebê se entendem, se ajustam e a amamentação fica muito prazerosa!!


2) Pega correta

A amamentação pode ser natural, mas não é intuitiva. Não nascemos sabendo amamentar. Antigamente, as avós, mães e demais mulheres de uma comunidade repassavam seus conhecimentos para as recém mães. Porém, no mundo atual não contamos mais com essa troca de experiências. Nossas mães muitas vezes nem amamentaram ou já esqueceram como fizeram.

Assim, quando o bebê nasce, pedem logo para que a mãe amamente seu bebê, mas muitas vezes não ensinam como fazer isso. A mãe coloca o bebê (que tem fome, mas ainda não sabe mamar) de qualquer jeito no peito e em questão de dias, as dores das famosas fissuras aparecem (e como dói!).

Somente uma pega correta e muita paciência para corrigir a pega errada é que farão as dores sumir.

Então, o ideal é que a nutriz (mulher que amamenta) procure ajuda especializada, como consultoras de amamentação ou o banco de leite de sua cidade (que você pode encontrar no site http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=356), para que aprenda a pega correta, caso tenha dificuldades. 

Ao mamar, o bebê deve ter o corpo voltado ao da mãe, barriga com barriga, a cabeça em posição mais elevada que o bumbum, na altura do seio da mãe, lábios bem para fora, com o queixo próximo da mama, bochechas bem redondas, abocanhando o máximo da aréola que ele conseguir, nunca só o bico.


A pega está correta quando o recém nascido abocanha grande parte da aréola, com os lábios virados para fora (como na foto, "lábios de peixinho"). O bebê deve abrir bem a boca (você pode encostar na bochecha dele, o que vai estimulá-lo a abrir a boca) e só então levar sua boca ao seio materno. 

Você não deve sentir dor ao sentir o bebê sugar. A sucção em si não deve provocar dores. Tampouco pode haver qualquer barulho na boca do bebê durante a mamada, como o som semelhante a um beijo. Você deve ouvir apenas ruídos da sucção e deglutição do leite pelo bebê. Caso escute barulhos como estalos, tire o bebe do seio e coloque de novo.

Ao retirar o bebê do peito, deve-se usar a técnica do dedo mínimo, onde a mãe coloca o dedo mínimo na boca do bebê para enganá-lo. Ele aceita a troca do peito pelo dedo e não puxa o mamilo da mamãe com força.

Se o seio estiver empedrado, muito cheio de leite, você pode retirar um pouco fazendo a ordenha manual (mais indicada).




3) Tomar sol nos mamilos

Parece ser uma tarefa difícil, porque atualmente muitas mulheres moram em apartamentos, sem um local para tomar sol sem se expor. Mas você pode aproveitar uma fresta de sol que entra pela janela. 15 minutos por dia já ajudam muito a deixar os mamilos mais resistentes e prevenir rachaduras. Mas cuidado com o sol forte. O ideal é tomar sol antes das 10 horas da manhã e depois das 16 horas da tarde, evitando assim, os picos dos raios ultravioletas. 

Uma dica que pode funcionar é usar uma camiseta cor da pele ou estampada com um pequeno círculo recortado na altura de cada mamilo. Assim, pelo menos à distância, não parece que você está sem blusa.

4) Passar leite materno nos mamilos 

Isso porque o leite materno ajuda na cicatrização. Passe o próprio leite materno nos mamilos, várias vezes ao dia. Tente ficar o máximo de tempo possível sem sutiã ou protetores, para evitar a fricção no local. 

Não lave os mamilos com sabão ou água quente. Isso pode ferir o local. A limpeza apenas com água é suficiente. 

Se as fissuras estiverem muito doloridas, essa pomada pode ajudar na cicatrização:



5) Fique tranquila, o stress atrapalha muito!

Procure um lugar arejado, calmo, sem muitas interrupções para amamentar seu filho(a). 

Esteja relaxada, porque o stress pode atrapalhar a amamentação. 

Descanse o máximo que puder. Peça ajuda, não tenha vergonha, todas nós precisamos. A rotina materna é cansativa e se a nutriz estiver muito cansada, isso pode afetar a descida ou a produção do leite. 

6) Tome muita água e se alimente bem

Uma boa dica (que funciona muito comigo) é: antes de amamentar, tome um copo cheio de água, mesmo sem estar com sede. Em seguida, encha uma garrafa de água e a leve para o local da amamentação. Durante a mamada, você sentirá sede e deverá tomar mais água. Ao terminar de amamentar, beba mais um pouco de água. Pode parecer demais, mas isso vai ajudar muito na produção do leite materno. 

Se alimente bem. Coma de 2 em 2 horas, ou no máximo, a cada 3 horas. Se a nutriz passar forme, o organismo dela não vai produzir a quantidade suficiente de leite porque estará sem suas fontes de energias garantidas. Coma muitas frutas e verduras. 

Assim, nada de dietas restritivas durante o período de amamentação! 

7) Livre demanda 

Significa amamentar sem horários fixos. Oferecer o peito ao bebê sempre que ele solicitar (resmungar, chorar). Ele deve mamar quando e quanto quiser. 

São inúmeras as vantagens da livre demanda: 

· o bebê perde menos peso depois do seu nascimento;

· estimula adequadamente a produção de leite materno; 

· o bebê aprende a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro; 

· previne o endurecimento da mama pelo leite congestionado,

· previne as fissuras, já que se o bebê vai ao peito com muita vontade é comum que faça a pega errada e machuque o seio da mãe.

O leite materno, por ser mais fácil de digerir do que o leite artificial, leva a um esvaziamento gástrico mais rápido, fazendo com que o bebê sinta fome em intervalos menores. Assim, estipular horários para o bebê mamar não é o mais adequado, já que somente ele pode "nos avisar" se está com fome ou sede. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida do bebê. A partir dos 6 meses, recomenda a manutenção do aleitamento materno, oferecendo-se alimentos complementares. A OMS recomenda, ainda, que a amamentação deve continuar até, pelo menos 2 anos de idade. 

Espero que esse texto possa ajudar as recém mães nessa tarefa tão bonita que é amamentar.

Mileide Campanha
Facilitadora do aleitamento materno


Imagem do site: Ministério da Saúde 

Coloquei o DIU de hormônio (Mirena) com 8 meses pós parto. Eu e meu marido queremos ter mais filhos, mas agora não dá. Nossas filhas estão muito pequenas e requerem muita atenção ainda. Além disso, não quero atrapalhar a amamentação da Alice. Quero que ela mame até os 2 anos, no mínimo (se ela quiser, claro). 


Coloquei no consultório médico do meu obstetra, sem anestesia. 



Não sei se foi porque já passei por dois partos normais, mas a colocação não doeu NADA.



Foi rápida, indolor. Desconfortável, claro, como toda consulta ginecológica, na minha opinião. Mas não foi dolorida. 

O médico me avisou que eu teria algum sangramento e cólicas após a colocação. 

Logo após, fui até a farmácia comprar o remédio que o médico prescreveu (analgésico para cólica). Quando cheguei lá, comecei a passar mal! Senti tontura, enjoo, a pressão baixou e eu tive que sentar, senão iria desmaiar. 

Como eu havia ido sozinha até o consultório médico, voltei dirigindo sozinha (não façam isso, mulheres!). Me socorreram na farmácia e tive que voltar de carona pra casa. 

Em casa tive cólicas consideráveis, deitei um pouco, tomei o analgésico e com algumas horas de repouso a tontura e as cólicas sumiram. Ainda tive enjoo e vômito nos 3 dias seguintes à colocação do DIU. 

Tive sangramento por 3 meses (pasmem!). Nada muito intenso. No último mês foram só escapes mesmo. 

Após os 3 meses, não tive mais escapes e parei de menstruar. Não sinto nenhum outro sintoma. Inclusive percebi que ele ajudou a diminuir os efeitos da TPM!! 

4 meses após colocar o DIU, fiz uma ultrassonografia de rotina e verifiquei que o dispositivo está no seu devido lugar. Continuo ovulando normalmente e dá medo de engravidar mesmo usando o DIU, mas por ele possuir a barreira de hormônios, é mais uma segurança nesse sentido. 

Esse foi o método contraceptivo que mais me adaptei, já que esqueço muito de tomar a pílula e sofria com TPM moderada. 

Li bastante sobre isso e fiquei receosa em colocar o Mirena, por conter hormônios (alguns estudo apontam malefícios no uso contínuo de hormônios). Porém, ou era isso ou engravidar novamente, o que no meu caso está fora de cogitação, por enquanto. 

Vamos entender melhor sobre ele?

De acordo com a ginecologista, Laura Lúcia Martins, "o DIU MIRENA é um método hormonal que é inserido na camada interna do útero onde libera quantidades constantes diárias de progesterona (não contem estrógeno) por 5 anos. Por isso, mínimas quantidades de progesterona atingem a corrente sanguínea o que o torna um método de mínimos efeitos colaterais, quando comparado com os outros métodos hormonais como pílulas, adesivos, implantes e injeções. 

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Mirena está entre os melhores índices sendo considerado mais eficaz que a laqueadura tubária e a vasectomia, com a vantagem de ser reversível e proporcionar outros benefícios à mulher" 


COMO AGE O DIU?

"Ao contrário do que muita gente pensa, o DIU não é um método abortivo. O mecanismo contraceptivo preciso ainda não foi totalmente elucidado, mas sabemos que o DIU exerce seu efeito anticoncepcional de diversas formas, como, por exemplo:

– Alterações no muco cervical (muco do útero), estimuladas pelo cobre ou pela progesterona, que inibem a mobilidade dos espermatozoides, dificultando a sua chegada ao óvulo.

– Irritação crônica do endométrio (parede do útero) e das trompas de Falópio, que têm efeitos espermicidas, inibem a fertilização e a implantação do ovo no útero.

– Atrofia e adelgaçamento glandular do endométrio, que inibe a implantação do ovo ao útero.

– Efeitos diretos no ovo, impedindo sua evolução para embrião.

O dispositivo intrauterino, portanto, age inicialmente impedindo o encontro do espermatozoide com o óvulo. Caso o haja falha nesta parte, o DIU também atrapalha o processo de fecundação do óvulo. Se também houver falha nesta fase, o DIU consegue impedir que o ovo fecundado evolua ou se implante no útero. É exatamente por agir em mais de uma fase do processo de geração da gravidez, que ele é um método contraceptivo tão eficaz.

Antes que alguém torça o nariz e ache que esta última parte da ação do DIU é abortiva, é preciso lembrar que para ser considerado aborto, o ovo tem que ter sido implantado no útero antes de ser expelido. Se o ovo não chegar ao útero, não há gravidez em curso. Por exemplo, nos pacientes com infertilidade que fazem fertilização invitro do óvulo, só se considera gravidez em curso quando o ovo implantado artificialmente no útero consegue evoluir. Quando a fertilização invitro não vai para frente, ninguém considera isso um aborto."


Conclusão: estou gostando muito do DIU. Tirando os desconfortos iniciais, ele me parece ser muito bom. Não engordei, não tive espinhas. Ainda amamento e não vi nenhuma alteração na quantidade do leite materno.

Quanto aos efeitos colaterais, eles variam de mulher para mulher.

Editado: Percebi um efeito colateral em mim depois do quarto mês de colocação do DIU, mas acho que ele se deve também à estabilização (queda) dos hormônios pós-parto: meu cabelo ficou mais ressecado. Mas nada que uma boa hidratação semanal não resolva. 

Espero que tenham gostado do relato, pessoal!! Beijos!!

A Alice fez um ano de idade e fizemos um ensaio fotográfico com a querida Andreia Hirano (https://www.facebook.com/andreiahiranofotografia) para registrar esse momento. 

Não quis fazer com bolo, então fiz com melancia, uma fruta que ela ama e que tinha tudo a ver com o tema da festa de aniversário dela: O show da Luna.

Confiram o resultado, que fofo:











A amamentação em "tandem" ocorre quando a mãe amamenta dois filhos de idades diferentes. 


Segundo o blog De Peito Aberto: “Uma mãe que amamenta seu filho, engravida novamente e decide continuar a amamentação. O caçula nasce e ela amamenta os dois, juntos ou separadamente. Esta é a amamentação tandem.”

No meu caso, engravidei novamente quando minha primeira filha (Rebeca) tinha 1 ano e 5 meses, e como a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a amamentação até os 2 anos ou mais e ela não dava sinais de que queria desmamar, eu optei por continuar amamentando.

"A liberação de ocitocina, hormônio secretado durante as mamadas, não é capaz de provocar contrações uterinas dolorosas e duradouras antes da 38ª semana de gravidez. Até essa idade gestacional, o útero tem proteções especiais que impedem seus efeitos. Por precaução, muitos médicos indicam a suspensão da amamentação em gestações de risco, especialmente quando existem contrações uterinas prematuras, partos prematuros prévios, sangramento vaginal ou ganho insuficiente de peso" (Fonte: Dr. Wladimir Taborda, obstetra), o que não era meu caso.

Meu coração e intuição de mãe sempre me disseram que o desmame deve ocorrer da forma mais natural possível e sem traumas para a criança.

Assim, continuei amamentando durante a gravidez. Não sentia cólicas, não tinha contrações. Minha bebê na barriga crescia forte e saudável. 


Durante a gravidez, eu sentia uma certa "agonia" quando ela sugava muito forte, sentia que o leite não estava saindo. Então conversava com ela e ela diminuía o ritmo da sucção. Minha produção de leite materno caiu muito e com 16 semanas de gestação a Rebeca não sugava mais o leite, mas ainda dormia no peito (porque acalma muito ela). 

Nesse período, minha mãe (que cuidava dela pra mim enquanto eu trabalhava) introduziu a mamadeira. Foi uma "folga" pra mim e um substituo, um acalento pra ela, que não tinha mais o leite materno disponível, então concordei, embora a mamadeira possa trazer prejuízos pro bebê. 

Depois que a Alice nasceu, a Rebeca quis mamar mais do que nunca. Acho que ela sentia o cheiro do leite que estava sendo produzido novamente. No início, por instinto mesmo, neguei o peito algumas vezes pra ela, sempre oferecendo água, suco ou outro alimento no lugar do LM. Porém, ela insistiu muito e continuei amamentando ela. Assim, como depois do parto da Alice meu leite voltou em grande quantidade, a irmã voltou a mamar com tudo. 

Por vezes eu amamentava primeiro a Alice e depois a Rebeca. Outras vezes eu separava "um peito" pra cada uma 😅 não foi fácil, mas como a Rebeca sempre teve muito ciúme da amamentação da Alice, amamentar as duas foi uma forma de mostrar pra Rebeca que ela não havia ficado desamparada com o nascimento da irmã.

No início elas mamavam em momentos diferentes. Mas depois de um tempo, quando a Alice já tinha mais de 6 meses, comecei a amamentá-las na mesma hora. Isso porque uma estava mamando e a outra chegava pedindo também. A posição é um pouco difícil de acertar, mas geralmente elas mamam assim:


Durante a mamada, elas fazem carinho uma na outra ou a Alice quer pegar no olho da Rebeca ou puxar o cabelo da irmã. Mas elas riem da situação, brincam, se admiram e eu morro de amor pelas duas. 

Elas mamam por 5 minutinhos, o leite acaba e elas saem, felizes da vida.

Assim continuamos nossa saga da amamentação em tandem por aqui. Muitas pessoas estranham, mas faço o que meu coração e meu instinto mandam. E vai continuar sendo assim até o dia do desmame delas. É algo natural pra mim. É trabalhoso, mas quem disse que seria fácil?